Pouca gente sabe, mas o nome oficial do píer que vai abrigar o Museu do Amanhã homenageia o engenheiro que projetou o desenvolvimento da Região Portuária do Rio na década de 1950
O início da construção do Museu do Amanhã, em 1º de novembro, coincidiu com a reparação do esquecimento de parte da história da Região Portuária do Rio iniciada nos anos de 1948 e 1949, durante a administração do prefeito Ângelo Mendes de Morais. O até hoje conhecido Pier Mauá, que vai abrigar o museu, foi rebatizado oficialmente de Píer Oscar Weinschenck.
– Ele foi nominado como Píer Oscar Weinschenck em 1950 porque era para a Copa de 50, mas, na verdade, só saiu em 1953. É uma honra agora tê-lo como a base do Museu do Amanhã – conta César Weinschenck de Faria, neto do engenheiro Oscar Weinschenck, que supervisionou a construção da estrutura na época.
Durante a cerimônia de lançamento da obra, uma pedra fundamental foi instalada ao lado de uma das margens do píer. Sobre ela, uma placa de batismo foi descerrada com o nome de Oscar Weinschenck.
A partir do primeiro semestre de 2014, a estrutura que ficou esquecida por 60 anos e chegou a funcionar até como estacionamento vai abrigar o edifício de 15.000 m² projetado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava.
O Museu do Amanhã, voltado para discutir a relação entre homem, natureza e tecnologia, vai esbanjar modernidade. Do lado de fora, o telhado de grandes abas móveis vai ser responsável pela ventilação natural da estrutura. Um grande espelho d’água vai ainda circundar todo o edifício, abastecido com água tratada da Baía de Guanabara. Dentro, o museu vai ostentar um acervo diferente, sem pinturas ou esculturas de grandes nomes das artes.
– O museu vai ter uma função de estabelecer o diálogo entre a prospecção que a ciência pode nos oferecer sobre o futuro que nós estamos construindo e os nossos modos de vida hoje – explica o físico e doutor em Cosmologia Luiz Alberto Oliveira, curador do Museu do Amanhã.
Incluída na parceria público-privada responsável pela revitalização de toda a Região Portuária, a obra do museu, orçada em R$ 215 milhões – e custeada com recursos dos Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs) –, será um marco do renascimento da área. E promete colocar o Rio numa posição de vanguarda.
– A agenda do planeta, dos negócios, da política global, dos próximos anos e décadas, será a agenda do desenvolvimento sustentável. E o museu do Amanhã é um museu sobre a questão do desenvolvimento sustentável – afirma o economista Sérgio Besserman.













